Navigation Menu+

Felix Guisard

Posted on nov 26, 2013 | 0 comments

gui

Felix Guisard nasceu em Minas Gerais e era filho de franceses. Aprendeu tudo sobre tecidos trabalhando numa fábrica do Rio de Janeiro, onde passou por todas as sessões até chegar a gerente. Na grande exposição têxtil de 1887, a fábrica apresentou um tecido criado por Felix Guisard. A invenção fez sucesso e ganhou até medalha de ouro. A partir daquele momento, Guisard se tornou celebridade no meio empresarial.
Certo dia, um velho amigo convidou Felix Guisard para fundar uma fábrica em Taubaté. Guisard visitou a cidade, pesquisou muito, e por fim, decidiu se instalar no município.
Em 1890 comprou uma grande quantidade de terras, conseguiu investidores estrangeiros e convenceu figuras importantes da cidade a se tornarem acionistas da nova empresa. Entre eles, o avô de Monteiro Lobato.
Em 4 de maio de 1891, a Companhia Taubaté Industrial, a CTI inaugurava a sua primeira unidade na rua 4 de março. No início, fabricando meias e aquele tipo de camiseta justa, que os mais antigos colocam por baixo da camisa, a camisa de meia. Os primeiros operários da fábrica, eram da própria família e trabalhavam dia e noite. Guisard desenvolveu tecnologias próprias para produção e formou, a partir da própria família, o embrião da atividade operária que mudaria a face de Taubaté.

 

O segundo fundador de Taubaté

Felix Guisard, que morreu há mais de 70 anos em Taubaté, era um mito ainda em vida. Os valeparaibanos mais antigos podem testemunhar sobre como a população demonstrava respeito, carinho e gratidão ao homem que fundou a CTI. Quis a história que os taubateanos fizessem de Felix Guisard a mais forte referência do significado de modernização da cidade. Por mais de meio século, ele foi considerado o cidadão Taubateano nº1 e personagem central na política, sociedade, economia e valores morais da cidade. Escutem as palavras de Monteiro Lobato sobre a importância de Felix Guisard para Taubaté: ”Há dois Taubatés – o anterior e o posterior a Felix Guisard. O Taubaté novo, ou tudo quanto Taubaté tem de progresso, de civilização nova e de vitalidade econômica vem direta ou indiretamente daquele homenzinho que mesmo depois de morto ainda fez uma inspeção à fábrica.O Taubaté de Jacques Felix fechou sua fase no dia em que o segundo Felix se localizou lá, e se o primeiro foi o fundador eventual da cidade, o segundo transformou uma estagnada comunidade de fundo rural num centro de indústrias. Foi portanto o seu segundo fundador e a criatura que me inspirou mais respeito pela espécie humana”. Assim escreveu Monteiro Lobato.

 

Usina Felix Guisard

Investimento em fontes de energia é preocupação antiga. Sem eletricidade fábrica nenhuma vai para frente. Esse fato Felix Guisard descobriu sozinho. No início, a CTI era movida a vapor gerado por tufa. Depois de 1913, virou consumidora da empresa que abastecia Taubaté. No começo tudo bem, mas os cortes de energia se tornaram constantes, fazendo a CTI quase parar. Foi quando Guisard mandou a paciência para o espaço: ele construiria uma usina hidrelétrica só dele. Começou comprando o maquinário de uma empresa alemã. O que ele não contava, era que justamente os alemães se desentendessem com outras nações, desencadeando a 1ª Guerra Mundial. A CTI teve que esperar o fim da guerra para que a encomenda fosse despachada para o Brasil. As obras da usina em Redenção da Serra só começaram em 1922. E os problemas continuaram. A primeira firma contratada para a construção desistiu do trabalho, alegando que era impossível executá-lo. Guisard não acreditou e contratou gente que topasse transportar peças de 10 toneladas pelas estradas que levavam à Redenção, enfrentar insetos e outros bichos e a domar correntezas de rio. Contrariando as previsões, a Usina Felix Guisard foi inaugurada em 1927. Finalmente, a CTI poderia crescer sem freios e levar eletricidade para Ubatuba, Redenção e Natividade.

 

Guisard, agricultor

Um fato pouco lembrado sobre o industrial Felix Guisard é que ele também foi agricultor. Para quem não sabe, na região onde hoje é o bairro Jardim das Nações, havia uma grande área dedicada ao plantio de laranja. Nessas terras encontrava-se a chácara de Felix Guisard. A propriedade tinha início na parte de traz do Hospital Regional e se estendia por 28 alqueires e era considerada uma das maiores plantações de laranja do Brasil. Guisard havia desenvolvido um tipo de laranja para exportação, que não era muito doce, nem muito azeda, com pouca semente, bem ao gosto dos ingleses e batizou a fruta de laranja diva. Na avenida 9 de julho havia um packing house, uma usina de preparo e embalagem de laranjas que, encaixotadas seguiam ao porto de São Sebastião, onde navios, levavam o produto diretamente para a Inglaterra. Quando a segunda Guerra Mundial, começou em 1939, e os submarinos alemães afundaram navios, a exportação de laranjas foi prejudicada. Mesmo abandonando a produção da fruta, Felix Guisard deixou também sua inconfundível marca no desenvolvimento da agricultura brasileira.

 

 

Mais sobre Felix Guisard:

70 anos da morte de Felix Guisard, por Cláudia Martins:

http://www.almanaqueurupes.com.br/portal/?p=1052 

 

Companhia Taubaté Industrial: a ação social, por Rosimeire Santos Figueira
http://www.almanaqueurupes.com.br/portal/?p=86

 

C.T.I. 120 anos, especial de aniversário
http://www.almanaqueurupes.com.br/portal/?page_id=211

 

Férias em Ubatuba
http://www.almanaqueurupes.com.br/portal/?p=9323

 

Férias, Praia e Ubatuba
http://www.almanaqueurupes.com.br/portal/?p=2576

 

Saiba quem são os patrocinadores da Revista Almanaque Taubaté

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>